13 de março de 2011
Excursões no México
Este é um posto de venda, situada em Playa Del Cármen - uma cidade que fica a Sul de Cancun e que, do nosso hotel, fica mais perto que esta - onde estão disponíveis bilhetes de excursão a diversos locais de interesse em toda a província de Yucatan. Os preços são mais acessíveis que os preços apresentados pelas operadores turísticas junto do hotel. Esta última opção, mais cara, trás consigo maior assistência na informação e na escolha das excursões e guia que fala português.
A oferta de excursões é muita, e não é possível visitar tudo o que Yucatan tem para nos mostrar. Por isso, tem que se fazer escolhas, e que elas sejam as melhores…
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12 de março de 2011
Xcaret - Jogo da pelota
Como é difícil encontrar as palavras certas para caracterizar os jogos ancestrais do povo Maia, ficam dois vídeos de demonstração, captados na noite do México Espetacular. O segundo é o genuíno jogo da pelota, e o primeiro é uma outra versão de um jogo com uma bola de fogo.
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9 de março de 2011
México espetacular
O nosso bilhete de entrada no parque temático de Xcaret reservou-nos, para o fim do dia, um espetáculo que é tido como um dos maiores espetáculos do México e que retrata a história deste país.
É um espetáculo dividido em duas partes, a que versa sobre as civilizações pré colombianas e a que versa sobre povo mexicano depois da chegada dos espanhóis.
A segunda parte representou, essencialmente, as tradições de cada província do México, através da música, da dança e de outros costumes.
A primeira parte foi a que mais nos fascinou. O espetáculo iniciou na escuridão,e, gradualmente, iluminou-se com o brilho de centenas de velas espalhadas pela plateia. Mas o cenário manteve-se sempre a meia luz, com a música envolvente e os rituais vincados de misticismo. Tudo isso marcou a ancestralidade desta apresentação.
Vimos o desenrolar de um jogo da pelota. Conseguimos, deste modo, materializá-lo, depois de o termos tentado quando o nosso guia no-lo explicou por palavras, junto à cidade de Chichen Itzá.
Depois, um grupo idêntico fez um outro jogo, este com uma bola de fogo movimentada por meio de tacos.
Vimos rituais de paz e rituais de confronto, a chegada dos espanhóis a terras americanas, o ambiente de tensão entre as duas civilizações.
Fez-se uma pausa. Terminado o intervalo, nada voltou a ser como era antes. Na segunda parte, o cenário abriu-se a uma nova claridade e o espetáculo continuou, agora mais suave e mais descontraído.
Fez-se uma pausa. Terminado o intervalo, nada voltou a ser como era antes. Na segunda parte, o cenário abriu-se a uma nova claridade e o espetáculo continuou, agora mais suave e mais descontraído.
8 de março de 2011
Puebla de Sanabria
É uma vila medieval, inserida no parque natural do lago de Sanabria, na província de Zamora, Espanha. Vimo-la muito sossegada, gelada pelo frio e vento de um dia de Fevereiro. À noite, ilumina-se e o seu brilho alcança a solidão dos montes vizinhos.
Esta vila, onde o comércio e as lojas de lembranças, apelativas para turistas, são quase inexistentes, tem imensos bares pitorescos e bons restaurantes. Numa das ruas centrais fica um restaurante que recebeu uma estrela michelin 2011, a Posada Real La Carteria.
Para chegar a Puebla de Sanabria segue-se para Espanha através de Chaves e depois apanha-se a autovia das Rias Baixas em direcção a Benavente. Em alternativa, pode-se chegar a Espanha por Bragança e a vila fica a cerca de 40 minutos da cidade portuguesa.
6 de março de 2011
Audiência Papal
A Audiência Papal decorre todas as quartas feiras da manhã. Deve-se ir cedo devido a ter de se passar por alguns checkpoints de segurança, o que provoca algumas filas. Para além disso, os bilhetes (que são gratuitos) devem ser solicitados em antecipação na Prefeitura do Vaticano.
Quando visitámos a «Cidade Eterna», o último dia ficou reservado para cumprir o ditado «Quem vai a Roma tem de ver o Papa». Quando entrámos no auditório Paulo VI, e ainda antes do Papa entrar, o speaker de serviço ía chamando vários grupos de cidadão do mundo inteiro que estavam presentes na sala: desdegrupos folclóricos tiroleses, grupos de jovens portugueses, grupos de tribos nativos africanos ou de descendentes dos índios mexicanos, enfim, talvez auele seja o lugar no mundo onde a diversidade da humanidade está melhor representada.
Por fim, uma última palavra para o edíficio onde se realiza a Audiência: o Auditório «Sala Paulo VI» tem um tecto que, quase podemos jurar, teve insparação divina na hora de ser desenhado. (clique para ampliar a foto abaixo).
28 de fevereiro de 2011
Chichén Itza
Chichén Itzá é mais umas das cidades Maias, mas não é uma cidade Maia qualquer, é aquela que tomou o título de uma das Sétimas Maravilhas do Mundo e é aquela que tem o estatuto de Património Mundial da Unesco.
Todas as cidades Maias são muito semelhantes, a pirâmide e o campo da pelota ocupam um lugar central, mas também têm aspectos que marcam a diferença e que se percebem quando se veem
A pirâmide desta cidade é das mais bem conservadas e para isso também contribui o facto de não ser permitido subir a escadaria.
O dia da nossa visita coincidiu com o equinócio de Outono, quando o dia e a noite têm a mesma duração. Patrício, o nosso guia, disse-nos que o equinócio terá um papel importante, especialmente porque apenas duas vezes por ano poderemos observar, graças ao mesmo, a descida da serpente. Para tal, deveríamos estar nas imediações da pirâmide por volta das 16 horas.
Ainda era cedo e fomos, entretanto, conhecer um pouco mais da Historia desta civilização.
O povo Maia tinha conhecimentos considerados avançados, relativos a astronomia, engenharia, matemática e outras ciências. Construíram o calendário muito preciso. A própria pirâmide tem 365 degraus, o número de dias do ano, e cada escadaria alinha-se com um dos pontos cardeais.
Os Maias profetizaram o fim do mundo para o dia 21 de Dezembro de 2012. Mas, disse-nos o Patrício, que o fim do mundo que eles profetizaram não é mais do que o fim de um ciclo, de uma era, de acordo com os sistemas de calendário e almanaque que eles criaram.
Os Maias também são conhecidos pelas suas cerimónias sangrentas e sacrifícios humanos de oferenda às divindades.
O jogo da pelota desempenhava um papel muito importante. Neste jogo, a bola era jogada com o antebraço, ombro, costas ou glúteo, e teria de passar pela parte interior de um dos dois anéis de pedra colocados em cada uma das paredes laterais. É uma jogo que nos parecia difícil de visualizar, mas do qual tivemos, mais tarde, uma demonstração.
Nas paredes das ruínas do campo da pelota, estão inscritas gravuras que contam um pouco da história deste jogo, e mostram como o vencido do jogo era honrado pela morta, por uma morte sangrenta. Para além destas gravuras, existem muitas outras gravuras de violentos sacrifícios, de serpentes, gravuras misteriosas que se vão desvendando como se fossem um quebra-cabeças.A visita deixou-nos fascinados. Esta é uma civilização carregada de mistério e de sangue.
Para finalizar a visita, pelas 16 horas fomo-nos aproximando da pirâmide principal. O espaço é amplo e as pessoas vão-se aproximando, sentam-se sobre a relva, protegem-se do sol com os chapéus. Não sabíamos o que se passaria, mas, entretanto, percebemos que o corpo da serpente era formado pela projeção do sol na lateral de uma das escadarias, e ao fundo da escadaria estava a cabeça da serpente feita de pedra. Conforme a sombra se movia, a luz reflectida dava o movimento da descida da serpente.
A descida da serpente é bastante lenta, mas o público, enquanto está naquele descampado a observar o fenómeno, também está entretido a conversar.
Pelas 17 horas a serpente ainda não tinha descido toda a escadaria. Nesta altura abandonamos o local e caminhamos para o exterior do recinto, pela zona repleta de tendas e vendedores que se aproximam e tentam seduzir os turistas com preços muito baixos, com peças alusivas a este tema. Resistimos a essa tentação e seguimos viagem de regresso.
Muito Obrigado
Durante o dia de hoje, ultrapassámos as 20000 visitas, com mais de 31000 «page views». Aos leitores responsáveis por este feito o nosso muito obrigado.
20 de fevereiro de 2011
Parque temático Xcaret
O parque temático de Xcaret recria, em pequena escala, as atracções da provincia de Yucatan, desde a sua vida marinha, a sua flora e fauna até à história do povo Maia, os costumes, as tradições, os rituais, a gastronomia, etc.
A entrada no parque temático, com acesso ao rio subterrâneo, almoço, um lanche e o espectáculo nocturno incluídos, quando adquirido junto das operadores que estão associadas ao hotel onde estamos instalados, ronda os 100 euros .
Pode também ser adquirido, directamente, o bilhete só de entrada, que permite observar os animais e conhecer um pouco da sua história, passear e descobir outras surpresas.
Para além destas duas opções ainda há a possibilidade de adquirir bilhetes para diversas actividades autónomas. Os preços são elevados e, na nossa opinião, nem todas as actividades valem o preço que cobram por elas.
Por exemplo, uma das nossas muitas curiosidades em relação ao México dizia respeito à beleza dos corais. O parque de Xcaret tem algumas actividades que permitem visitar corais, uns corais mesmo junto à costa e outros corais mais ao largo.
O custo da visita aos primeiros ronda os 45 euros por pessoa. Esperávamos uma experiência muito diferente. Imaginávamos corais cheios de cor e arte. Deparamo-nos com um cenário cinzento e com corais muito básicos. Mais tarde tivemos conhecimento de outros corais que merecem uma visita, junto à Ilha das Mulheres (Isla Mujeres), de que falaremos noutro texto.
Depois de visitar o coral aventuramo-nos no rio subterrâneo, viagem já aqui partilhada. O exercício deixou-nos bem melhor e com vontade de continuar à descoberta. Percorremos, aleatoriamente, os labirínticos caminhos do parque, observamos a flora, a fauna e algumas ruínas, descansamos na praia, deitados em camas de rede, sob as palmeiras.
De entre os animais que estão albergados neste parque temos papagaios coloridos, golfinhos, tapir, jaguar, leopardo, borboletas, entre outros.
Estes animais estão dispersos por diversos espaços do parque e cercados por muros ou valas que nos protegem e os protegem a eles. Conseguimos ter o tapir muito próximo de nós, mas no caso dos felinos de grande porte, existe uma vala e eles circulam num espaço amplo de terra como se esta fosse uma ilha. Em cada espaço, de cada espécie de animal, existe uma tabuleta a contar a sua história.
Visitamos um viveiro de borboletas, um recanto arborizado fechado com uma rede, onde se podia entrar e observar estes seres aparentemente tão frágeis. No México temos a borboleta monarca, uma espécie em risco e que neste pais é protegida. Esta borboleta migra dos EUA, no Inverno.
Perto deste local encontramos um cemitério mexicano, o Puente al Paraíso, e a capela San Francisco de Asis, que fica numa zona alteia. O cemitério mexicano, mais abaixo da capela, fica, mesmo assim, num pequeno monte e andamos em espiral para o percorrer. As campas têm formas muitos originais, ora são um barco, ou uma cama, ou qualquer outro objecto ou símbolo que porventura tenha tido algum significado na vida da pessoa. A capela, com cobertura de colmo,tem uma vista magnífica sobre todo o parque, com o mar ao fundo. O altar tem uma cruz enorme de madeira e o espaço atrás é aberto.
A visita ao parque demora-se em cada uma destas paragem e o tempo passa, até que temos que nos apressar para o ver o México Espectacular, a grande promessa do fim do dia, e de que falaremos num próximo texto.
Ficou uma ou outra coisa por ver, nomeadamente o invernadero de orquídeas ou os flamencos, entre outros, que ficarão para uma próxima oportunidade.
Ficou uma ou outra coisa por ver, nomeadamente o invernadero de orquídeas ou os flamencos, entre outros, que ficarão para uma próxima oportunidade.
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9 de janeiro de 2011
Águas subterrâneas
A península de yucatan não tem rios á superfície, mas a aventura na água está sempre presente e não só pelo mar que o México nos oferece. Yucatan tem extensos rios subterrâneos e poços (cenotes) ora subterrâneos ora de aberturas gigantes.
Na viagem que fizemos a Ek - Balam, visitamos um cenote de abertura gigante que fica perto desta cidade maia. Recomenda-se nadar nas suas águas escuras, caso não se assuste com a ideia de ter aos seus pés uma profundidade de cerca de vinte metros.Na viagem que fizemos a Cobá, a experiência foi um pouco diferente. Este cenote não tem a profundidade de vinte metros, mas uns três metros. É subterrâneo e o seu tecto tem apenas uma pequena abertura em círculo com uns setenta cm de diâmetro. Por sua vez, a água é cristalina e a experiência de nadar nele é fantástica.
Na viagem que fizemos ao parque temático de nome Xcaret, do qual voltaremos a falar mais tarde, fomos à descoberta de um rio subterrâneo.
O preço de entrada neste parque temático pode já incluir a aventura no rio subterrâneo. Foi o que aconteceu na nossa viagem. Apetrechamo-nos de óculos de mergulho, tubo para respirar, colete e barbatanas, disponível perto da entrada do rio e descemos umas escadas até à margem. Os nossos objectos pessoais foram colocados num saco que foi enviado para o fim do rio, onde o levantamos.
Uma das ideias que nos ocorreu a respeito desta aventura era a de que, depois de entrarmos na gruta por onde seguia o rio, só voltaríamos a ver a luz do dia depois de o percorrer todo, e ele é muito extenso. Mas não é assim. A gruta tem aberturas ao longo do percurso. E, para descansar aqueles que temem não ter fôlego suficiente para percorre-lo, existem saídas em diferentes distâncias e que estão sinalizadas.
Fica uma dica importante: apertar muito bem as barbatanas. Acontece algumas vezes elas saírem dos pés e como é muito difícil encontra-las no fundo do rio, o objectivo de chegar ao fim do percurso pode ficar comprometido.
Roupa Nova
Antes de mais, desejamos aos Nossos leitores um excelente ano de 2011.
Decidimos entrar no ano de «cara lavada», e por isso está na barra lateral deste blogue um pequeno questionário para averiguar se a trabalheira que deu mandar fazer por medida uma «roupa nova» aqui para o nosso caderno de viagens foi bem sucedida. Agradecemos a colaboração dos leitores até ao final deste mês.
28 de novembro de 2010
Cozinha mexicana
A cozinha mexicana é colorida, muitas vezes de sabor intenso e com variados temperos. Entre um seus ingredientes mais utilizados estão o milho e o feijão. A pimenta habanero também é imagem de marca do México, tem um sabor muito picante. Não se compara a outra pimenta que nós tenhamos experimentado antes e, de facto, não convém repetir muitas vezes.
Entre os pratos mexicanos que experimentamos estão os frijoles e o pollo a la mejicana, dos quais trouxemos as receitas que queremos partilhar em breve.
As refeições num restaurante mexicano podem ser muito animadas. Num dos nossos almoços foi-nos oferecido um espectáculo de dança do sombrero, que a grosso modo se traduz num sapateado.
Já ao jantar fomos abordados por um mariachi, um conjunto de músicos que tem como instrumentos musicais violino, viola, violão, contrabaixo e trompete, que tocam e cantam as músicas típicas mexicanas, e que nos deixam rendidos à sua melodia alegre.
Para completar esta incursão nos sabores mexicanos, faltam as bebidas. Não vamos apresentar os vinhos de mesa que acompanharam as nossas refeições, mas duas outras bebidas mexicanas: a cerveja corona; e a inconfundível tequila. Tequila é uma bebida feita pela destilação do sumo de uma planta de nome agave tequilana, que se produz no Estado de Jalisco, na povoação que tem o mesmo nome.
24 de novembro de 2010
Paisagem Protegida de Corno de bico
Corno do Bico é uma área protegida que se situa no concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo. A esta área estão associadas iniciativas relacionadas com BTT, caminhadas e actividade equestre. São disponibilizados cerca de dezassete trilhos diferentes e com graus de dificuldade diferentes. A caminhada é, de facto, a melhor forma de conhecer a beleza natural e a diversidade desta paisagem. De entre as imensas espécies de flora de grande interesse que existem aqui e que conduziram ao título de área protegida, nós, leigos na matéria mas com um olhar de caminheiros ávido da beleza natural, apercebemo-nos de imensos e diversificados carvalhos, de azevinhos, de castanheiros que junto ao caminho permitem que as suas castanhas tombem aos nossos pés. Também ficamos a saber de existência de lobos, de garranos, os cavalos selvagem que habitam estas terras, e outras espécies de fauna muito particulares.
A dada altura dos trilhos podemos encontrar um de entre dois miradouros que nos permitem abranger toda a beleza desta paisagem de um fôlego só: um na Senhora da Pena e outro em Corno de bico propriamente dito.
Para quem adora a paisagem natural, através destes trilhos caminha por espaços amplamente abertos, visita e almoça numa antiga colónia agrícola, vela as margens de um singelo rio e desbrava caminhos densamente arvorados.
16 de novembro de 2010
EK-Balam
As imagens falam por si…
A cidade Maia Ek-Balam fica a 200 km de Cancun, na província de Yucatan.
15 de novembro de 2010
Coba
A maior atracção da província de Lucatã, no México, onde nos encontramos, é a história e o legado da civilização Maia, povo que habitou também Honduras, Guatemala e El Salvador.
A civilização Maia já não existe. Desapareceu por volta do séc. IX, sem que alguém possa dizer o porquê do seu desaparecimento. Mas os seus descendentes, nesta região, são cerca de 6 milhões e nós já sabemos como os reconhecer.
Num dos dias da nossa viagem propusemo-nos a visitar uma das muitas cidades ruína embrenhadas na selva. A paisagem é fascinante: é plana, não há serras, montes, planaltos ou algo similar; e arvorada densamente, mas não tão densa e tão alta como uma floresta verdadeiramente tropical.
Nesta visita fomos acompanhados por um guia excepcional. Gostamos imenso da companhia do Fernando. Um senhor na casa dos 40, de origem Maia, pele escura, nariz e testa achatados. O Fernando é uma pessoa extrovertida e brincalhona. Já o Patrício, um outro guia que nos acompanhou na seguinte visita, esta a Chichen Itza, e de quem ficamos igualmente fás, é uma pessoa reservada com muita sensibilidade no que diz respeito aos temas de civilização Maia e que nos tratava pelo nosso nome. Gostamos imenso de os ouvir contar as histórias deste povo ao ritmo das ruínas das cidades. Deram vida às pedras e de certa maneira transportaram-nos para a civilização Maia.
Vamos então ao nosso destino de hoje, a cidade Maia chamada Cobá que fica a cerca de 170 km de Cancun. A civilização Maia agrupava-se em centros urbanos independentes e muitas vezes rivais, como é o caso de Cobá, cidade que disputava poder comercial com Chichen Itza, a cidade Maia mais famosa nos dias de hoje. Todas as cidades têm uma arquitectura idêntica, apresentando, entre outras construções, uma pirâmide e um campo da Pelota (campo da bola).
O campo da pelota tem muita importância nas cidades Maias e iremos visitar um outro do qual traremos histórias surpreendentes sobre o seu jogo de eleição. Quanto às pirâmides, se no Egipto antigo as pirâmides eram destinadas a servir de túmulo, na civilização Maia as pirâmides eram destinadas à observação astronómica e eram reservadas aos sacerdotes, que subiam ao seu topo através das escadas exteriores, mas só depois de estarem purificados.
Hoje, como os sacerdotes Maias de outros tempos, mas dispensando os rituais de purificação, nós também vamos subir os cerca de 120 degraus íngremes da pirâmide chamada de Nochuc Mul, a mais alta da província de Yucatan, a uma das poucas onde é possível aceder às escadas.
Desde a entrada na cidade de Cobá até chegarmos à pirâmide percorremos a pé (mas existem bicicletas para alugar) cerca de 4 km, por entre trilhos, ruínas e histórias ancestrais. Por fim, no topo da pirâmide e depois de contrariar algum indício de vertigens, rendemo-nos à magnífica paisagem que se alcança. Para entender a amplitude da paisagem ficam as fotografias…
Nota: Para fazerem esta e outras viagens podem alugar um carro ou adquirir uma viagem em excursão. Neste último caso, podem adquirir o bilhete junto do hotel onde estão instalados, de forma mais cómoda e com acompanhamento e informação no processo de escolha e guia da operadora de turismo associada ao hotel, ou optar por adquirir por exemplo, na Playa de Cármen, na rua, a metade do preço.
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1 de novembro de 2010
Cantaria e Natureza - eis o Soajo
A recentemente promovida a vila do Soajo fica situada nos concelho dos Arcos de Valdevez, já em pleno Parque Natural da Peneda-Gerês e é conhecida essencialmente pela eira comunitária onde se erguem 24 espigueiros em granito erigidos também em cima de uma base de granito. Estes espigueiros, como o próprio nome indica, serviam - e ainda servem - para guardar as colheitas do milho das intempéries e dos predadores animais.
Porém, a sugestão dos «Guias» vai no sentido de não se deterem exclusivamente nesta eira e no centro da vila construído em cantarias de granito e façam um passeio pela deslumbrante Natureza que o Soajo tem para nos oferecer - verdes fantásticos da vegetação, aliados a ribeiros e cascatas de água, bem como serras com vistas inolvidáveis. Um pequeno tesouro de Portugal.
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