29 de março de 2011

Restaurante O Comercial

Palácio da Bolsa, Porto. Foto retirada da Wikipédia.

O restaurante “O Comercial” fica numa das salas do imponente edifício do Palácio da Bolsa, na cidade do Porto. O espaço tem pormenores clássicos e qualquer coisa de arte nova. A cor preta e os candelabros dão-lhe um ambiente requintado. As grandes janelas do edifício viradas para o rio Douro são uma pequena peça de arte que embeleza o local.

Mas, vamos ao que importa, a sua cozinha. Intitula-se de cozinha progressiva portuguesa. Experimentamos, para aperitivo, crocante da alheira. Seguiu-se pregado ao vapor com batatas esmagadas e magret de pato com arroz agridoce. Terminamos com a sobremesa: marron glace com gelado e crocante.

Os preços são relativamente elevados, não menos do que 25 euros por pessoa. Mas esta foi uma experiência diferente, um jantar que nos deixou deliciados.

 
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23 de março de 2011

Lago de Sanabria


Fica no Parque Natural do Lago de Sanabria, perto de Puebla de Sanabria. No Inverno este é um local vazio, mas cheio de beleza natural, um lago muito extenso, rodeado pelas montanhas que poderão estar pintadas de branco. No Verão transforma-se. O lago é um bom local para turistas se banharem e para fazerem desportos aquáticos. E é nesta estação do ano que na  pequena povoação de Ribadelago abrem os hotéis e pequenas cabanas de madeira muito pitorescas para receberem os visitantes.

20 de março de 2011

Hotéis em Riviera Maya



Playa del Carmen tem hóteis pequenos, de proprietários mexicanos, como este. Mais económicos, para quem prescinde de certos luxos, para quem quer aventura e liberdade. Permitem um contacto mais genuína com o povo mexicano e tem outros riscos também. Certo é que na Riviera Maya é possível fazer a chamada auto viagem.  


Mas, por toda a costa da Riviera Maya encontramos grandes empreendimentos turísticos, unidades hoteleiras de cadeias internacionais, onde podemos ficar instalados em regime de tudo incluído.

Estas unidades hoteleiras têm ofertas gastronomicas intermináveis, têm uma praia quase privativa, piscina, actividades desportivas, animação noturna, etc, etc. Aqui, somos diariamente confrontados com imensos portugueses, tantos que, se não fossem outras particularidades da viagem, poderiamos pensar que estavamos em Portugal.


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18 de março de 2011

Intempérie em Playa del Carmen


O dia foi cheio de sol e calor. A meio da tarde, o ar quente manteve-se, mas fomos surpreendidos com chuva muito forte. Na fotografia uma da ruas menos turísticas de Playa del Carmen, depois da intempérie.


16 de março de 2011

Fábrica de charutos em Playa Del Carmen

 

Fábrica de charutos, manufacturados em plena Quinta Avenida para quem quiser ver e aprender...e, se apreciador, comprar!



 A arte de enrolar o charuto, depois de moer as folhas de tabaco.



Na foto em cima, sobre os bancos, do lado direito, está parte de um charuto que, de acordo com afirmação dos seus donos, entrou para o Guinness, devido ao seu tamanho.


15 de março de 2011

Playa Del Carmen



Playa del Cármen é uma cidade pequena e que nos permite estar mais de perto dos mexicanos e do seu dia a dia, diferente de estar nas grandes cadeias de hotéis que dominam a Riviera Maia, ou nos locais de grande aglomeração de turistas, quando nos são apresentadas recriações da cultura e das tradições mexicanas.

Mas, apesar disto, esta cidade também se rende ao turismo. A Quinta Avenida é uma rua extensa, larga e pedonal, cheia de lojas diversas, restaurantes e bares.




Playa del Cármen tem uma praia paradisíaca e ao largo fica a ilha Cozumel. Pode-se fazer uma visita a esta ilha. O custo da viagem de barco ronda os 10 euros e o trajecto dura uns 45 minutos.



Playa del Cármen é o sítio certo para cambiar dinheiro, dólares ou pesos mexicanos. Fica mais barato do que se o fizer no hotel.


Ter pesos mexicanos significa poupança. Nos casos em que vimos peças à venda, que tinham preço fixado tanto em dólares como em pesos, fazendo as contas, fica-se a ganhar utilizando a moeda do México.


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14 de março de 2011

Barcelona no Viagens com Guia


Fotografar a Sagrada Família, obra emblemática de Gaudi, não é tarefa fácil. É uma obra extraordinária.

Em breve, no Viagens com Guia.

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13 de março de 2011

Excursões no México


Este é um posto de venda, situada em Playa Del Cármen - uma cidade que fica a Sul de Cancun e que, do nosso hotel, fica mais perto que esta - onde estão disponíveis bilhetes de excursão a diversos locais de interesse em toda a província de Yucatan. Os preços são mais acessíveis que os preços apresentados pelas operadores turísticas junto do hotel. Esta última opção, mais cara, trás consigo maior assistência na informação e na escolha das excursões e guia que fala português.


A oferta de excursões é muita, e não é possível visitar tudo o que Yucatan tem para nos mostrar. Por isso, tem que se fazer escolhas, e que elas sejam as melhores…


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12 de março de 2011

Xcaret - Jogo da pelota





Como é difícil encontrar as palavras certas para caracterizar os jogos ancestrais do povo Maia, ficam dois vídeos de demonstração, captados na noite do México Espetacular. O segundo é o genuíno jogo da pelota, e o primeiro é uma outra versão de um jogo com uma bola de fogo.

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9 de março de 2011

México espetacular



O nosso bilhete de entrada no parque temático de Xcaret reservou-nos, para o fim do dia, um espetáculo que é tido como um dos maiores espetáculos do México e que retrata a história deste país.

É um espetáculo dividido em duas partes, a que versa sobre as civilizações pré colombianas e a que versa sobre povo mexicano depois da chegada dos espanhóis.

A segunda parte representou, essencialmente, as tradições de cada província do México, através da música, da dança e de outros costumes.

A primeira parte foi a que mais nos fascinou. O espetáculo iniciou na escuridão,e, gradualmente, iluminou-se com o brilho de centenas de velas espalhadas pela plateia. Mas o cenário manteve-se sempre a meia luz, com a música envolvente e os rituais vincados de misticismo. Tudo isso marcou a ancestralidade desta apresentação.

Vimos o desenrolar de um jogo da pelota. Conseguimos, deste modo, materializá-lo, depois de o termos tentado quando o nosso guia no-lo explicou por palavras, junto à cidade de Chichen Itzá.





Depois, um grupo idêntico fez um outro jogo, este com uma bola de fogo movimentada por meio de tacos.

Vimos rituais de paz e rituais de confronto, a chegada dos espanhóis a terras americanas, o ambiente de tensão entre as duas civilizações.

Fez-se uma pausa. Terminado o intervalo, nada voltou a ser como era antes. Na segunda parte, o cenário abriu-se a uma nova claridade e o espetáculo continuou, agora mais suave e mais descontraído. 





8 de março de 2011

Puebla de Sanabria



É uma vila medieval, inserida no parque natural do lago de Sanabria, na província de Zamora, Espanha. Vimo-la muito sossegada, gelada pelo frio e vento de um dia de Fevereiro. À noite, ilumina-se e o seu brilho alcança a solidão dos montes vizinhos.



Esta vila, onde o comércio e as lojas de lembranças, apelativas para turistas, são quase inexistentes, tem imensos bares pitorescos e bons restaurantes. Numa das ruas centrais fica um restaurante que recebeu uma estrela michelin 2011, a Posada Real La Carteria.




Para chegar a Puebla de Sanabria segue-se para Espanha através de Chaves e depois apanha-se a autovia das Rias Baixas em direcção a Benavente. Em alternativa, pode-se chegar a Espanha por Bragança e a vila fica a cerca de 40 minutos da cidade portuguesa.


6 de março de 2011

Audiência Papal

A Audiência Papal decorre todas as quartas feiras da manhã. Deve-se ir cedo devido a ter de se passar por alguns checkpoints de segurança, o que provoca algumas filas. Para além disso, os bilhetes (que são gratuitos) devem ser solicitados em antecipação na Prefeitura do Vaticano.


Quando visitámos a «Cidade Eterna», o último dia ficou reservado para cumprir o ditado «Quem vai a Roma tem de ver o Papa». Quando entrámos no auditório Paulo VI, e ainda antes do Papa entrar, o speaker de serviço ía chamando vários grupos de cidadão do mundo inteiro que estavam presentes na sala: desdegrupos folclóricos tiroleses, grupos de jovens portugueses, grupos de tribos nativos africanos ou de descendentes dos índios mexicanos, enfim, talvez auele seja o lugar no mundo onde a diversidade da humanidade está melhor representada.

Por fim, uma última palavra para o edíficio onde se realiza a Audiência: o Auditório «Sala Paulo VI» tem um tecto que, quase podemos jurar, teve insparação divina na hora de ser desenhado. (clique para ampliar a foto abaixo).


28 de fevereiro de 2011

Chichén Itza




Chichén Itzá é mais umas das cidades Maias, mas não é uma cidade Maia qualquer, é aquela que tomou o título de uma das Sétimas Maravilhas do Mundo e é aquela que tem o estatuto de Património Mundial da Unesco.

Todas as cidades Maias são muito semelhantes, a pirâmide e o campo da pelota ocupam um lugar central, mas também têm aspectos que marcam a diferença e que se percebem quando se veem

A pirâmide desta cidade é das mais bem conservadas e para isso também contribui o facto de não ser permitido subir a escadaria.

O dia da nossa visita coincidiu com o equinócio de Outono, quando o dia e a noite têm a mesma duração. Patrício, o nosso guia, disse-nos que o equinócio terá um papel importante, especialmente porque apenas duas vezes por ano poderemos observar, graças ao mesmo, a descida da serpente. Para tal, deveríamos estar nas imediações da pirâmide por volta das 16 horas.

Ainda era cedo e fomos, entretanto, conhecer um pouco mais da Historia desta civilização.
O povo Maia tinha conhecimentos considerados avançados, relativos a astronomia, engenharia, matemática e outras ciências. Construíram o calendário muito preciso. A própria pirâmide tem 365 degraus, o número de dias do ano, e cada escadaria alinha-se com um dos pontos cardeais.

Os Maias profetizaram o fim do mundo para o dia 21 de Dezembro de 2012. Mas, disse-nos o Patrício, que o fim do mundo que eles profetizaram não é mais do que o fim de um ciclo, de uma era, de acordo com os sistemas de calendário e almanaque que eles criaram.



Os Maias também são conhecidos pelas suas cerimónias sangrentas e sacrifícios humanos de oferenda às divindades.

O jogo da pelota desempenhava um papel muito importante. Neste jogo, a bola era jogada com o antebraço, ombro, costas ou glúteo, e teria de passar pela parte interior de um dos dois anéis de pedra colocados em cada uma das paredes laterais. É uma jogo que nos parecia difícil de visualizar, mas do qual tivemos, mais tarde, uma demonstração.


Nas paredes das ruínas do campo da pelota, estão inscritas gravuras que contam um pouco da história deste jogo, e mostram como o vencido do jogo era honrado pela morta, por uma morte sangrenta. Para além destas gravuras, existem muitas outras gravuras de violentos sacrifícios, de serpentes, gravuras misteriosas que se vão desvendando como se fossem um quebra-cabeças.A visita deixou-nos fascinados. Esta é uma civilização carregada de mistério e de sangue.
Para finalizar a visita, pelas 16 horas fomo-nos aproximando da pirâmide principal. O espaço é amplo e as pessoas vão-se aproximando, sentam-se sobre a relva, protegem-se do sol com os chapéus. Não sabíamos o que se passaria, mas, entretanto, percebemos que o corpo da serpente era formado pela projeção do sol na lateral de uma das escadarias, e ao fundo da escadaria estava a cabeça da serpente feita de pedra. Conforme a sombra se movia, a luz reflectida dava o movimento da descida da serpente.
A descida da serpente é bastante lenta, mas o público, enquanto está naquele descampado a observar o fenómeno, também está entretido a conversar.

Pelas 17 horas a serpente ainda não tinha descido toda a escadaria. Nesta altura abandonamos o local e caminhamos para o exterior do recinto, pela zona repleta de tendas e vendedores que se aproximam e tentam seduzir os turistas com preços muito baixos, com peças alusivas a este tema. Resistimos a essa tentação e seguimos viagem de regresso.




Muito Obrigado

Durante o dia de hoje, ultrapassámos as 20000 visitas, com mais de 31000 «page views». Aos leitores responsáveis por este feito o nosso muito obrigado.

20 de fevereiro de 2011

Parque temático Xcaret




O parque temático de Xcaret recria, em pequena escala, as atracções da provincia de Yucatan, desde a sua vida marinha, a sua flora e fauna até à história do povo Maia, os costumes, as tradições, os rituais, a gastronomia, etc.

A entrada no parque temático, com acesso ao rio subterrâneo, almoço, um lanche e o espectáculo nocturno incluídos, quando adquirido junto das operadores que estão associadas ao hotel onde estamos instalados, ronda os 100 euros .

Pode também ser adquirido, directamente, o bilhete só de entrada, que permite observar os animais e conhecer um pouco da sua história, passear e descobir outras surpresas.



Para além destas duas opções ainda há a possibilidade de adquirir bilhetes para diversas actividades autónomas. Os preços são elevados e, na nossa opinião, nem todas as actividades valem o preço que cobram por elas.

Por exemplo, uma das nossas muitas curiosidades em relação ao México dizia respeito à beleza dos corais. O parque de Xcaret tem algumas actividades que permitem visitar corais, uns corais mesmo junto à costa e outros corais mais ao largo.

O custo da visita aos primeiros ronda os 45 euros por pessoa. Esperávamos uma experiência muito diferente. Imaginávamos corais cheios de cor e arte. Deparamo-nos com um cenário cinzento e com corais muito básicos. Mais tarde tivemos conhecimento de outros corais que merecem uma visita, junto à  Ilha das Mulheres (Isla Mujeres), de que falaremos noutro texto.



Depois de visitar o coral aventuramo-nos no rio subterrâneo, viagem já aqui partilhada. O exercício deixou-nos bem melhor e com vontade de continuar à descoberta. Percorremos, aleatoriamente, os labirínticos caminhos do parque, observamos a flora, a fauna e algumas ruínas, descansamos na praia, deitados em camas de rede, sob as palmeiras.

De entre os animais que estão albergados neste parque temos papagaios coloridos, golfinhos, tapir, jaguar, leopardo, borboletas, entre outros.


Estes animais estão dispersos por diversos espaços do parque e cercados por muros ou valas que nos protegem e os protegem a eles. Conseguimos ter o tapir muito próximo de nós, mas no caso dos felinos de grande porte, existe uma vala e eles circulam num espaço amplo de terra como se esta fosse uma ilha. Em cada espaço, de cada espécie de animal, existe uma tabuleta a contar a sua história.





Visitamos um viveiro de borboletas, um recanto arborizado fechado com uma rede, onde se podia entrar e observar estes seres aparentemente tão frágeis. No México temos a borboleta monarca, uma espécie em risco e que neste pais é protegida. Esta borboleta migra dos EUA, no Inverno.

Enquanto deambulávamos neste recinto ouvimos o som próximo da batida de tambores. Foi inesperado e entusiasmante. De onde vem este som? O que está a acontecer? Intrigados, seguimos a pista. Num cenário ancestral de selva, e cabanas alojadas num declive junto a um riacho, onde flutuava uma canoa, estava uma tribo de índios maias a cumprir rituais de dança, embrenhados em incenso. Era o Pueblo Maya. Procuramos o melhor lugar na plateia, espreitando por entre os arbustos, e permanecemos ali uns bons minutos até ao fim do ritual.











Perto deste local encontramos um cemitério mexicano, o Puente al Paraíso, e a capela San Francisco de Asis, que fica numa zona alteia. O cemitério mexicano, mais abaixo da capela, fica, mesmo assim, num pequeno monte e andamos em espiral para o percorrer. As campas têm formas muitos originais, ora são um barco, ou uma cama, ou qualquer outro objecto ou símbolo que porventura tenha tido algum significado na vida da pessoa. A capela, com cobertura de colmo,tem uma vista magnífica sobre todo o parque, com o mar ao fundo. O altar tem uma cruz enorme de madeira e o espaço atrás é aberto.





A visita ao parque demora-se em cada uma destas paragem e o tempo passa, até que temos que nos apressar para o ver o México Espectacular, a grande promessa do fim do dia, e de que falaremos num próximo texto.

Ficou uma ou outra coisa por ver, nomeadamente o invernadero de orquídeas ou os flamencos, entre outros, que ficarão para uma próxima oportunidade.


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