Entramos na recta final do nosso «trabalho», que fazemos com todo gosto, como guias de Munique e da Baviera. Falta-nos ainda falar sobre dois ou três aspectos para fechar o capítulo. Não prometemos que lá não regressaremos, porque, como comentou aqui um outro viajante, também para nós aquelas terras ocres, aqueles verdes imensos polvilhados de castelos, aquela cidade, também ela, dizíamos, está na nossa short-list. Mas falar de Munique e não falar nos excelentes museus que abriga seria motivo de despedimento com justa causa para qualquer guia. É disso que trataremos no próximo post.
23 de setembro de 2009
17 de setembro de 2009
Estádio Allianz Arena
Mesmo para quem não vai muito à bola com o futebol, o estádio Allianz Arena não pode deixar de impressionar. Os painéis exteriores em forma de diamante dão-lhe um aspecto futurista e um toque de leveza ao estádio. Estes painéis têm a particularidade de mudar de cor: como o recinto é o estádio do Bayern Munique, partilhado pelo seu rival, o Munique 1860 e também pela selecção alemã, nos jogos nocturnos, as cores dos painéis modificam-se entre o vermelho do Bayern, o azul do Munique 1860 ou o branco da selecção alemã.
Por ser tão diferente, não se pode ficar indiferente ao estádio: ou se gosta muito, ou não se gosta nada.

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14 de setembro de 2009
Deutsches Museum
Numa pequena ilha do rio Isar, na cidade de Munique, encontramos o maior museu de tecnologia e engenharia do mundo, o Deutsches Museum. Este museu é enorme: na nossa visita que durou uma tarde deslindámos com muita curiosidade algumas secções, mas outras ou não foram vistas ou foram vistas à pressa.
Para uma visita mais pormenorizada ao museu a solução passa por reservar-lhe mais de um dia ou seleccionar aqueles temas que mais nos interessam para poderem ser explorados.
Este museu apresenta temas como, por exemplo, a aviação, naves espaciais (podemos entrar dentro de uma estação espacial), a navegação marítima (barcos em tamanho real), engenharia civil (uma ponte real e as oscilações que dela resultam e compreendidas pela engenharia), os instrumentos musicais, telecomunicações, vidro, farmácia, cerâmica e máquinas, entre muitos outros.
O Deutsches Museum tem essencialmente três pontos que o tornam diferente. É um museu que se dedica tanto à tecnologia como à arte; é um museu eclético, tendo dezenas de áreas de interesse de que se ocupa; e é um museu um pouco mais virado para o futuro do que os tradicionais.
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13 de setembro de 2009
Ano Um
Há um ano publicámos o primeiro post. É, pois, dia de celebrar o blogue. Escrevemos perto de sessenta post's sobre o tema que preside ao blogue: o nosso vício de viajar (e não existe nenhuma terapia que o possa curar, felizmente). Continuaremos a apresentar a nossa visão daquilo que cada lugar, cada cidade tem de melhor para oferecer e, também, porque achamos isso útil a quem visita o blogue, algumas dicas que poderão tornar uma viagem mais agradável.
A todos os que por aqui passaram, comentaram ou visitaram o nosso sentido obrigado. Bem hajam. E, para o ano, cá estaremos a renovar os agradecimentos. Pedimos só o favor de nos ajudarem a apagar a primeira vela, e a bridarem connosco.

Nota: ok, ok o brinde não é com champanhe Moët & Chandon, mas antes com uma soberba sangria e uma cerveja divinal numa não menos magnífica taberna (muito gostamos nós do conceito de taberna) de Barcelona. Um dia voltaremos a ela.
10 de setembro de 2009
A Taberna da Curuxa
A respeito do comentário de um viajante que passou por este blog, respondíamos nós que existiam outros sítios da Galiza que queríamos trazer aqui. Vamos então a isso.
Vigo é uma cidade que pertence à Galiza e dista cerca de 20 km da cidade de Valença, a povoação portuguesa mais próxima e cerca de 130Km da cidade do Porto. Vigo é, naturalmente, um local de destino dos portugueses do norte que querem dar um pulo ao país vizinho, seja para viver a noite, ir até á praia, ver exposições, fazer compras ou jantar.
Na nossa visita a esta cidade decidimos provar os seus sabores gastronómicos, sendo que para isso percorremos as ruas velhas da cidade ao encontro de um sítio que nos agradasse. Conhecemos o risco que é fazer a escolha por um restaurante com base na sua aparência, sem qualquer outra referência, mas resolvemos arriscar.
E confirmou-se o ditado de quanto maior o risco, maior o petisco: na rua dos Cesteiros, a Taverna da Curuxa apresenta-se como um local rústico e acolhedor. A primeira sala que nos surge é pequena e interessante. Depois, uma porta dá acesso a outra sala mais ampla. Nós ficamos pela primeira, mais íntima e com uma decoração mais cativante.

Não se pode comer em Vigo, sem provar os mariscos, em tapas que se apresentam como entradas, ou como eles lhe chamam, o primeiro prato. As nossas escolhas para os segundos pratos foram bacalhau com molho de sidra, que lhe traz um sabor capaz de surpreender os nativos do país das mil e uma formas de se preparar o bacalhau, e um prato de presa ibérica com yuca, com a carne grelhada muito suculenta, ambos acompanhados por um vinho tinto com muito corpo. Para a sobremesa, arriscámos uma vez mais, e pedimos o doce da casa, a torta curuxa.

Voltaremos a Vigo com mais tempo e sugestões, por agora fica esta pequena dica de um lugar onde se come muito bem.
Nota: uma vez que estávamos «desarmados» da máquina fotográfica, as imagens apresentadas pertencem a este site de promoção de restaurantes galegos
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9 de setembro de 2009
Vôos baratos
Assim que começa Setembro, e a época alta turística vai embora, as companhias aéreas descem os seus preços drasticamente, tornando os vôos baratos, baratíssimos, quase dados. Entre elas, as low-cost costumam ter as campanhas mais agressivas. Mais uma vez a Ryanair, abre as hostilidades, como já aconteceu no ano passado, com a promoção de um milhão de lugares a cinco euros. É certo que quem adere a estas iniciativas tem que ter muito cuidado em ler todos os asteriscos, comissões e taxas escondidas, mas para aproveitar um fim de semana prolongado ou ocupar aqueles dois ou três dias de férias que ainda restam, serve perfeitamente. E num ano em que a palavra mais escutada foi «crise», uma campanha destas é música para os ouvidos dos aficionados das viagens.
PS: no ano transacto, a Ryanair também começou por «oferecer» dois milhões de lugares a "custo zero". Este ano, começa a cinco euros por lugar. Parece que a crise está a passar...
7 de setembro de 2009
Dachau - Nunca mais!
Os lugares a visitar numa viagem nem sempre se tornam «atracções» turísticas pela melhor das razões. Por vezes, os piores acontecimentos estão na génese de determinado sítio se tornar num local de visita. Os campos de concentração estão incluídos nesta última categoria.
Dachau foi o primeiro campo de extermínio nazi. Partindo de Munique, chega-se a Dachau (vila) em cerca de quarenta minutos, através do comboio da linha S2 (ver mapa de transportes públicos de Munique no post anterior). No largo da estação, existem carreiras regulares de autocarros directos ao campo. Durante esta viagem, o primeiro pensamento que nos assalta é: como é que uma vila tão simples, agradável e simpática se tornou num local de horror?
À entrada do campo, o portão de entrada gravado com a expressão «arbeit macht frei» (o trabalho liberta), traz-nos à memória os documentários e os livros de História e «avisa-nos» que vamos entrar num dos locais onde mais monstruosidades se praticaram contra a Humanidade.
Entra-se para o pavilhão onde na Segunda Guerra Mundial os oficias da SS controlavam o campo. Tem uma exposição patente sobre o funcionamento do campo, fotos, e num pequeno auditório é exibido regularmente um curto documentário sobre o campo de concentração de Dachau. Um aviso aos leitores - caso visitem Dachau não tentem vê-lo se se impressionam com facilidade - é violentíssimo, mais a mais sabendo que aquilo aconteceu mesmo, naquelas mesmas salas onde estamos.
Depois, vamos para um pavilhão dos prisioneiros, mantido conforme estava na época. É impressionante o diminuto espaço nos beliches, é lúgubre a sala com 10 sanitas paralelamente alinhadas. Segue-se depois quatro memoriais, de quatro religiões, onde se homenageia os que pereceram naquele inferno gélido. E finalmente, o trio dos horrores: a câmara de gás, o crematório e as valas comuns.
Quando se visita Dachau, a pergunta que constantemente nos assalta é como foi possível? Morreram pessoas de todas as nacionalidades europeias, de todos os credos, de todas as origens num número total de 27839 vidas ceifadas pela loucura. O melhor motivo para se visitar Dachau é a memória - não nos podemos esquecer que aquilo aconteceu, devemos fazer tudo ao nosso alcance para que não se volte a repetir aquela monstruosidade e temos a obrigação de lembrar às gerações vindouras que Dachau nunca mais!
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5 de setembro de 2009
Mapa do metro de Munique
Conforme dissemos no post anterior, os transporte públicos de Munique são excepcionais e a melhor forma de se deslocar dentro da cidade e nos arredores. Fica então um mapa de metro, tram, comboio, eléctrico de Munique. As opções são tantas que o díficil será mesmo escolher o preferido.

Clique para ampliar. Imagem retirada daqui
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Munique em Euros
Costuma dizer-se que Munique é uma das cidades com a maior qualidade de vida do mundo. E isso tem o seu preço. É uma cidade cara, mas poderá fazer-se sem grandes complicações umas férias baratas em Munique - e claro, na Baviera - desde que se sigam algumas regras
Desde já uma advertência: este conceito de férias baratas que vamos apresentar é relativo - não pretendemos que quem queira ter uma estadia num hotel de 5* no centro de Munique, opte por uma pensão nos arredores. Aquilo que se propõe é que dentro do nível de gastos de cada um se consiga o mais económico. Basicamente, fazer o mesmo por menos dinheiro.
Desde já uma advertência: este conceito de férias baratas que vamos apresentar é relativo - não pretendemos que quem queira ter uma estadia num hotel de 5* no centro de Munique, opte por uma pensão nos arredores. Aquilo que se propõe é que dentro do nível de gastos de cada um se consiga o mais económico. Basicamente, fazer o mesmo por menos dinheiro.
- Comecemos então pela estadia, uma das maiores despesas de qualquer viagem. Para umas férias baratas, dentro do mesmo tipo de hotel, continuamos a recomendar o Hotels Combined. Este site unicamente compara os preços de mais de trinta agências de hotéis, reencaminhando-nos de seguida para as opções mais vantajosas. É bastante simples de utilizar, rápido e consegue sempre dar-nos as melhores soluções para dormidas baratas.
- Outra das despesas substanciais da viagem é o vôo. Aqui há duas grandes opções: ou se pretende uma companhia de bandeira, ou esquece-se um pouco o conforto e opta-se por uma low-cost. Quer o site Skyscanner, quer o eDreams, quer os sites oficiais das companhias low-cost, oferecem bons e flexíveis motores de busca para se encontrar a solução mais económica. Se a opção recair numa companhia de bandeira, o Terminal A poderá revelar-se a opção mais indicada para obter voos baratos.
- As deslocações dentro da cidade e na própria Baviera também se dividem em duas grandes opções: ou se aluga carro ou se desloca em transporte públicos. Para o aluguer de carros baratos a solução mais vantajosa continua a ser o Easycar. Contudo, devido ao excepcional nível de frequência, variedade e conforto dos transportes públicos de Munique, recomendamos que as deslocações se façam em nestes últimos. A rede de metro, tram, eléctricos, autocarros e comboios oferece múltiplas possibilidades de combinação. Para além disso, as pessoas são extremamente educadas e as viagens são feitas sem grandes ruídos ou confusões mesmo à hora de ponta. Os bilhetes multimodais podem ser adquiridos para um dia ou para vários e possibilitam uma autonomia de deslocação que o automóvel não disponibiliza, uma vez que grande parte da baixa de Munique é interdita ao trânsito. A outra opção é a bicicleta: Munique é uma cidade extremamente bem equipada para este meio de transporte, conforme já o dissemos.
- Para ir para fora da cidade, conhecer os castelos de Neuschwanstein, Linderhof, ou fazer uma visita a Oberammergau, as melhores opções continuam a ser as visitas de autocarro. Deixamos aqui um exemplo, a título meramente indicativo, de uma dessas empresas que prestam o serviço: num dia, por cerca de cinquenta a oitenta euros fica-se a conhecer os castelos reais da Baviera. Para o palácio Herrenchiemsee, e conforme já foi dito aqui, a melhor solução é comboio + barco.
Últimas dicas:
- Se gostam de andar sempre a beber água ou sumo, comprem-na num supermercado e levem-na convosco - num café da baixa pagam três a cinco euros por uma garrafita de água.
- O transfer do aeroporto para o hotel façam-no de comboio: saem de 15 em 15 minutos do aeroporto para a estação central que fica a trezentos metros da baixa da cidade, e custava na altura oito euros o bilhete. O táxi-bus ficava por vinte e dois euros e o táxi por cerca de se cinquenta.
- Para a visita a museus, entrada em monumentos, etc, adquiram os vouchers tipo Munique Card Pass. Ao fim de umas quantas entradas fica mais que pago. E os museus tentem visitá-los nas manhãs de domingo que são gratuitos.
- Em Munique, normalmente, paga-se por utilizar as casas de banho públicas - entre um a dois euros. Como tal, uma solução eficaz passa por utilizar os WC dos cadeias de fast-food, que são bastante asseadas e nem se precisa de consumir.
Como o texto vai longo, não falamos dos restaurantes, das comidas. Deixamos isso para um próximo post onde abordaremos a gastronomia.
Para finalizar: não pretendemos com estas despretensiosas dicas tornar ninguém milionário; apenas e só pretendemos que fiquem com um razoável sinal de entrada para a próxima viagem.
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13 de agosto de 2009
Herrenchiemsee - O Sonho de um Megalómano
Se tiver um palácio, uma ilha, um sonho de um megalómano, o objectivo de superar Versalhes e quiser atingir a perfeição o resultado dará pelo nome de Herrenchiemsee. Localizado ilha de Herreninsel, no maior lago da Baviera, o Chiemsee, o palácio Herrenchiemsee deslumbra-nos os sentidos. É verdade que Luís II levou a Baviera, um estado sempre bem abastado, à bancarrota, com o seu «vício» de construir palácios, castelos ou encomendar obras a Wagner. Mas quanto a Baviera já recebeu em turismo pela loucura do seu Rei? Costumo dizer que a diferença entre um lunático e um visionário é temporal. Hoje em dia todos o consideram um visionário ao enriquecer a cultura alemã com as obras de Wagner ou o impulso sem precedentes que as suas visões/alucinações deram ao turismo bávaro.
A melhor forma de se chegar a Herremchimsee inclui uma viagem de comboio de Munique, que dura cerca de uma hora (ou quem estiver de visita a Salzburgo, pode fazer o trajecto inverso, com a mesma duração, uma vez que a linha é a que une Munique e Salzurgo) até Prien am Chiemsee. Aí chegado, deverá apanhar um daqueles comboios turísticos, que saem de quinze em quinze minutos para a doca Prien/Stock e de lá apanhar um ferryboat para a ilha. Durante a viagem de barco, um dos passatempos preferidos dos viajantes é procurar a tal avenida em relva, ladeada de árvores, em busca do primeiro contacto visual com o palácio. Depois do desembarque, temos de escolher entre uma caminha pelas veredas dos jardins imensos de Herreninsel ou alugar um coche e fazer o trajecto mais rapidamente.
Mas vamos ao palácio. Numa palavra, sumptuoso. Pelo aspecto exterior, pelos jardins amplos, por aquela avenida imensa que o liga ao lago, pelo interior imponente. A fachada tem o aspecto de Versalhes, sendo esse o seu propósito inicial – fazer uma réplica do «irmão» francês. Os jardins estão adornados por lagos de recorte clássico e estátuas gregas. No interior, a Galeria os Espelhos é o luxo total (ver aqui fotografia panorâmica). Ladeada pela Sala da guerra, no lado direito, e pela Sala da Paz, na esquerda, tem mais de 98 metros de comprimento, cheio de candelabros com pés em ouro, cristais da Boémia, lustres em porcelana Meissen, sendo que um deles é o mais pesado do mundo com cerca de meia tonelada, e o tecto está pintado com vinte e cinco frescos representando Luis XIV, o rei francês que mandou construir Versalhes. Outra divisão imponente é a Escadaria dos Embaixadores, com as suas pedras ornamentais e madeiras exóticas. Mas tanto gasto, culminaria com a ruína e existe uma segunda escadaria dos Embaixadores que está em…tijolo.
Por tudo isto, e muito mais, Herremchimsee é daqueles sítios que nenhuma foto pode demonstrar o quão deslumbrante é. A predilecção de quem escreve isto vai para o desenho dos jardins e para a avenida que o liga ao lago. Mas visitar Herremchimsee é acima de tudo, uma viagem pelo sonho de um Rei que, embora megalómano, tinha muito bom gosto.
Nota: por ser proibido fotografar dentro do palácio, as imagens apresentadas do interior foram retiradas da Wikipedia. Todas as outras são da nossa autoria.
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10 de agosto de 2009
Viktualienmarkt - mercado de Munique

Como estamos em Munique, sugerimos ao viajante uma visita ao local e, depois, nada melhor do que ir a um típico jardim da cerveja que se encontra colado ao mercado comer uma Weisswurst (salsicha branca), acompanhada de uma litrada de cerveja de trigo (Weissbier) para recuperar forças.
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6 de agosto de 2009
Hofbrauhaus: a melhor cervejaria do mundo...
...e não é só por causa da cerveja:
Cerveja, festa, Munique, dança tirolesa e um beijo no fim: eis o espírito Hofbrauhaus.
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4 de agosto de 2009
Castelos Neuschwanstein e Linderhof
A Baviera, em alemão Bayern, é talvez o Estado Federal da Alemanha que mais nos deslumbra pela sua paisagem carregada de verde. Isto resulta do clima húmido, não dado a altas temperaturas.

A nossa viagem de hoje é na direcção de Zugspitze, nos Alpes Bávaros, o ponto mais alto da Baviera e da Alemanha, com perto de 3 000 metros de altitude. Vamos nessa direcção, contudo o nosso destino não é esse mas sim, primeiro Ettal, e depois Fussen, duas vilas que nos reservam cenários de contos de fadas. Falaremos de Zugspitze mais tarde.
Em Ettal fomos encontrar o castelo Linderhof, num sítio abrigado pelos montes e as árvores densas. Um pequeno castelo mandado construir por um rei excêntrico e louco.

Estamos a falar do rei Ludwig II e foi a sua loucura que tornou possível o maravilhamento de milhões de visitantes. A ela se deve a construção de castelos e palácios em diversos pontos da Baviera. Ludwig II nasceu em 1845 e morreu de forma misteriosa, em 1886. Seu corpo foi encontrado no lago Starnberg.
Linderhof é o seu pequeno castelo, pequeno mas precioso. O seu interior tem revestimentos a ouro, candelabros de marfim, porcelanas, quadros e outras peças valiosas. É tentador gravar as imagens em fotografia, mas, regra geral, não é permitido aos visitantes utilizar a máquina no interior destes locais.

Os jardins exteriores são harmoniosos e sobem pelos montes circundantes. Numa zona mais elevada, depois de percorrer um carreiro longo, encontramos uma pedra que veda a entrada de uma gruta artificial, a gruta de Vénus, revestida com estalactites e onde há um lago. É necessário um bilhete específico para a visita a esta gruta.

Depois de explorarmos a beleza deste local, seguimos a viagem até Fussen, uma vila no sopé de uma montanha. Aqui encontramos lojas de recordações, restaurantes e sítios para dormir. Chama-nos a atenção as carruagens puxadas a cavalo que se metem a caminho, por uma estrada estreita e íngreme, montanha a cima. Para além das carruagens também se vislumbra o frenesim de caminhantes a fazerem-se à estrada.

Mas o que mais releva nesta aventura não é a viagem. Seja sentados pulando ao ritmo do trote dos cavalos ou a pé ofegando em resultado do esforço físico, o fim é só um: a descoberta de um surpreendente castelo que se encontra no pico, o Neuschwantein.

É surpreendente pela construção estilo idade média, recheada de novidades tecnológicas para a época, onde se incluíam telefone, elevador ou aquecimento central, ressalvando, obviamente, o significado que se podem atribuir a esses conceitos numa construção do século XIX
É surpreendente pela sua localização. Pensamos: como foi possível em meados do séc. XIX construir este Castelo neste cume? Que engenharia utilizaram para transportar o diverso material? Ou para alicerçarem o edifício neste sítio estreito e irregular?

Depois da visita ao interior, muito diferente do castelo de Linderhof, não tão exuberante nos dourados, mais sóbrio e fascinante , valerá a pena percorrer um caminho por entre árvores densas até uma ponte construída no mesmo século. Dessa ponte avista-se, de um lado, um lago e o castelo onde Ludwig II passou a infância, o Hohenschwangau, e do outro, o Castelo Neuschwanstein.
Depois da visita ao interior, muito diferente do castelo de Linderhof, não tão exuberante nos dourados, mais sóbrio e fascinante , valerá a pena percorrer um caminho por entre árvores densas até uma ponte construída no mesmo século. Dessa ponte avista-se, de um lado, um lago e o castelo onde Ludwig II passou a infância, o Hohenschwangau, e do outro, o Castelo Neuschwanstein.
A viagem a estes dois castelos poderá ser feita a partir de uma marcação no posto de turismo junto á estação principal de comboios, a hauptbahnhof. Aqui, adquire-se a viagem de autocarro e os bilhetes para ingressar nos dois castelos por cerca de 50 €.
Ou então, opte por viajar por conta própria pela romantic road , a estrada que nos pode levar até estes lugares mágicos.
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2 de agosto de 2009
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